Após aprendermos sobre o pentagrama, devemos verificar os valores musicais.
A escrita musical preocupa-se com a altura da nota (se mais agudo ou mais grave), mas também com o tempo de duração de cada nota.
Assim, podemos encontrar na escrita musical os valores positivos, que indicam o som, e os valores negativos, que indicam o silêncio, ou pausa.
Significa dizer, que teremos símbolos para demonstrar um ruído, mas também para demonstrar silêncio.
Para começar nossos estudos, veremos os símbolos que indicam sons e depois os que indicarão pausas.
Assim, sabemos que a semibreve será representada pelo número 1, e que possui um símbolo para indicar o silêncio correspondente.
A disposição destas notas nos pentagramas indicará a altura da nota, se mais grave ou mais aguda, e irá depender da clave utilizada, o que veremos mais adiante.
Ainda, a escolha do valor correto (semibreve ou fusa), indicará o tempo de duração de cada nota, sendo silêncio ou som, e também dependerá da fórmula de compasso que veremos oportunamente.
Cinco linhas e quatro espaços, basicamente falando. Á este desenho se nomeia pentagrama (que eu prefiro) ou pauta. (penta = 5; grama = simbolo). É aqui que será reproduzida a grafia das notas musicais, em seu valor e quantidade.
É importante saber a nomeclatura correta das figuras utilizadas na música, uma vez que isto fará a diferença mais á frente.
Quando lemos a nota, ela estará afixada ou no espaço ou em uma linha, e assim, com o auxílio da clave, que veremos mais á seguir, saberemos qual nota musical aquele valor se refere.
Perceba que, da esquerda para direita, a primeira nota encontra-se em um espaço, a segunda em uma linha e a terceira em um espaço acima da primeira. Assim, teremos noção da distância entre estas notas, a altura delas, ou seja, se a primeira for um lá, a segunda será um si, e a terceira um dó.
Diferentemente da tablatura, que representa as cordas do instrumento, o pentagrama representa a nota puramente falando, ou seja, poderá ser utilizada para todos os instrumentos existentes, resguardando claramente as peculiaridades de cada instrumento.
Estive estes dias lecionando de viola caipira para um senhor simpático á guitarra para um metaleiro. E vi, algo curioso. Os dois vieram de outros professores, e o da viola tocava por cifras, o guitarrista por tablatura.
Então o violeiro tinha um problema bastante salutar. Ele tocava um si maior mas não sabia o que era um fá maior, sendo que, os intervalos serão os mesmos. O guitarrista tocava fade to black do Metallica, sem ter nem noção de qualquer nota que estava produzindo no seu instrumento.
Eu leciono também improvisação, e como passar isto á estes músicos??? Como um músico pode sera tão talentoso e ao mesmo tempo tão limitado?
O erro não é do aluno e sim do professor.
Alguns acreditam que sou tradicionalista demais, porém, com certeza Eric Jhonson não ficou somente na tablatura, e Almir Sater também não se limitou ás cifras. Eu creio que devemos partir da teoria musical tradicional, logicamente adequando a coisa para cada instrumento.
Quem busca cifras, vamos trabalhar bastante harmonia, intervalos. Ao guitarrista, temos que falar de escalas.
Mas, não podemos limitar o aluno tornando apenas um reprodutor de música, mas respeitá-lo como um ser pensante, e aproveitar seu dom.
Aprendendo a teoria musical, o aluno terá capacidade de compor música, de fazer alterações em modo e tonalidade, ele irá compreender porque Fade To Black toca de um jeito e One toca de outro, embora trabalhem de forma aparentemente iguais.
Oras, o aluno deve ser capaz de mais, alçar vôos mais altos. E o professor é obrigado á entregar ao aluno as ferramentas e aproveitar suas capacidades.
Tenho uma aluna de guitarra que estava chateada por ter tentado tocar e nunca conseguido em outra escola. Ela era péssima em cifras. Isto é normal, pois a mente demora meses até poder alterar os acordes com sincronia. Hoje, ela toca Fear of the Dark completamente. Dentre outras músicas. Quanto tempo de aula? Cinco meses. Não posso bater numa tecla que não funciona temporariamente. Se o aluno tem dificuldades com acordes, trabalhe o lado melódico, e o trabalho com os acordes não será entediante.
Então, apresente a teoria musical.
As minhas aulas misturam teoria, prática e elementos de história da música.
Assim, irei iniciar uma série de posts preocupados com teoria musical. Claramente que é bem difícil passar tudo assim de forma rápida, mas tenho certeza que gradativamente, iremos apresentando um trabalho de estudo de teoria.
Espero que curtam.
A Alemanha, berço de músicos como Haydn, Mozart, Mendelssohn, Webern e Wagner sofria uma crise musical, que assolava na verdade o mundo todo. E naquela época esta era uma crise que Pfitzner e Richard Strauss, dentre outros, estariam incumbidos de sanar, mas não tiveram êxito.
Na verdade, na França, e Paris tornou-se a capital da música do período que vai de Debussy à Havel. Não sanou-se a denominada “crise da música”, pois tratava-se de uma mudança. A predominância era a hegemonia alemã, e depois francesa. Mas no século XX isto cairá por terra, deixando-se de ver a produção musical por país.
Muitos autores vêm Debussy e Ravel como compositores quase idênticos, mas eu, à exemplo do jornalista e filósofo Otto Maria Carpeaux, vejo grandes diferenças nestes compositores, mas não como ele vê. Percebo diferenças no modo de perceber música entre eles. E a diferença é gritante. Debussy ao meu ver é mais abstrato, subjetivo. Mas Ravel é objetivo e concreto. Sua música foge bastante dos ideais de Debussy, embora segundo alguns autores, ele teria sido debussyano no início. Mas isto veio de ter sido discípulo de Debussy. Devo concordar com Otto Maria Carpeaux quando diz: “Debussy é vago e poético. Ravel é espirituoso e exato.” Mas vejo poesia em Ravel. O que é mais poético do que o tema cíclico de Bolero?
O uso do Sax na Orquestra e na Obra de Ravel
Quando Adolph Sax criou sua “obra-prima”, o saxofone, ele foi para a França. Vejamos que Adolph projetou e construiu seu invento em meados de 1840 e foi apresentado ao compositor francês Hector Berlioz que ficou maravilhado com sua versatilidade e timbre. Em 1844, o saxofone é exibido pela primeira vez em Paris na "Paris Industrial Exibicion"e, no dia 3 de fevereiro do mesmo ano, Hector Berlioz esboça o arranjo do coral Chant Sacre, no qual inclui o saxofone. "Nenhum instrumento que conheço possui essa estranha sonoridade situada no limite do silêncio", afirma H. Berlioz. Ainda em dezembro deste ano, é apresentada a primeira obra original para saxofone, inserido na orquestra de George Kastner, "Opera Laster King of Judá" (O último rei de Judá), no Conservatório de Paris.
Tenho encontrado somente na internet (o que não é uma das fontes mais confiáveis), que Adolph Sax teria feito um desafio. Diz-se que ele colocou seus músicos com os saxofones em número de 28, e a banda marcial francesa com 35 músicos. Diz a “lenda” que os sax teriam sobressaído em timbre, beleza, sonoridade e volume, tendo a partir deste dia, a banda marcial francesa aderido aos instrumento.
Ravel, sendo um compositor francês não faria diferente e colocaria os saxofones em suas obras, das quais a mais conhecida é Bolero. Trata-se de uma encomenda de uma bailarina Ida Rubinstein. A estréia ocorrei em Paris, na Ópera Garnier em 22 de novembro de 1928, onde os saxofones estavam lá, na orquestra, no seu lugar de instrumentos de madeira.
Ocorreu nesta obra um fato bastante curioso, onde lê-se na partitura original um saxofone sopranino em Fá. Contudo, só existem saxofones sopraninos em Mib, e não se sabe ao certo se alguma vez existiu um saxofone sopranino com afinação em Fá ou Ravel pretendia fazer uma transposição. Mas verificando um estudo sobre a patente de Adolph Sax sobre seu instrumento em 1846, onde incluía-se 14 variações, pode-se encontrar o saxofone sopranino em Fá.
Outra curiosidade é que o Bolero é tocado diariamente na Praia do Jacaré em João Pessoa durante o pôr-do-sol, pelo músico Jurandy do Sax.
O uso do saxofone em orquestras não fica restringido à Ravel, mas difunde-se pelo mundo. "Rhapsody" (1903) de Claude Debussy e a "Fantasia Para Saxofone Soprano e Orquestra" de Heitor Villa Lobos são ótimos exemplos do uso destes instrumentos. Talvez devesse ser mais explorado, e deixado de lado o boicote intentado por interesseiros da época de Adolph Sax, e que perdura até hoje, de alguma maneira, quando se diz: sax não é instrumento de orquestra.
Segundo o dicionário de música de Arthur Jacobs, Richard Strauss incluiu um quarteto de saxofones na sua Sinfonia Doméstica, de 1904
Contudo, ainda existe um repertório tímido de peças eruditas para os saxofones e ainda, nas grandes orquestras, os saxofones são tocados por clarinetistas, o que merece ser mudado, já que é um instrumento rico e com especificidade ímpar.
Nascido em 23 de abril de 1891, em Moscou, Sergei foi um prodígio na música. Aos 14 anos já havia escrito 4 óperas e com posto peças para piano e orquestra. E São Petersburgo, sob a orientação de Rimski-Korsakov e Tcherepnin. Com a revolução, Prokofiev exilou-se no exterior por vários anos, o que foi bom de certo modo, pois ele pôde ter contato com cineastra Eisenstein, o qual criou diversas peças para seus filmes, dentre os quais, se destacam Ivã, O Terrível e Alexander Newsky.
Quando Sergei retorna á URSS, já havia uma alteração política sem igual. O novo sistema exigia uma comunicação maior entre o artista e o público, fazendo com que a obra de Prokofiev exiba um tom muito mais popular e acessível.
Sergei Prokofiev faleceu em 1953 faleceu vítima de uma hemorragia cerebral o que fez com que várias de suas obras ficassem inacabadas. Fato curioso é que Sergei faleceu no mesmo dia e hora de Stalin. Isto fez com que, por três dias, o povo chorasse sua morte na Praça Vermelha, o que impedia o corpo de Sergei de deixar o velório. Ainda, seu túmulo teve de ser ornado por flores artificiais já que todas estavam á disposição de Stalin. Nem um recital musical foi possível em seu velório,s endo tocada a marcha fúnebre de Romeu e Julieta em um velho toca-fitas. Existe uma lenda que conta sobre o velório de Prokofiev, que o toca-fitas apresentou defeito bem no meio da execução da marcha fúnebre terminando-a bruscamente num zunido.
O fato de Prokofiev ter falecido no mesmo dia e hora de Stalin fez com que sua morte ficasse despercebida, sendo noticiado dias depois apenas pelo jornal “A Voz da América”.
Nacionalismo Russo x Neoclassicismo
Naquela época, onde haviam Stravinsky e Tchaikovsky, o Nacionalismo Russo estava á todo vapor. O Estado encomendava peças aos compositores, e a música russa era encorpada e cheia de emoção e movimento.
Mas Prokofiev ia um tanto contra esta tendência. O Neoclassicismo estava inundando o mundo como ocorria também com o Neobarroco, tudo isto fazendo parte da modernidade vivida em todos os âmbitos da arte.
Prokofieve, segundo diversos autores, buscou no neoclassicismo a inspiração de sua obra, não deixando de lado o Nacionalismo Russo, pelo menos enquanto residia em Moscou. Mas com sua saída para o exterior, aproveitou o Neoclassicismo e trouxe para si a modernidade da época. Vejamos que o Neoclassicismo buscava novamente, como o fez o classicismo, inspiração na cultura greco-romana da antiguidade. Contudo, busca uma linguagem mais simples, o que produziu músicas mais acessíveis ao público não especializado. Foi a faze mais popular de Prokofiev, que também foi a maior influência em sua produção musical.
A Obra de Prokofiev
A produção artística de Prokofiev foi marcada pelo seu aspecto revolucionário. Do mesmo modo que o jovem Prokofieve se metia em manifestações revolucionárias em plena Rússia, o compositor Prokofieve repentinamente se vê envolto com o neoclassicismo e com produção de trilhas sonoras para os filmes de Einsenstein.
Toda esta riqueza fez com que a obra de Prokofieve fosse do Nacionalismo Russo ao Neoclassicismo, e do humor á seriedade. Da Ópera ao poema infantil.
Destacam-se os balés Romeu e Julieta (1938) e Cinderela (1945), a Ópera Guerra e Paz (1941-1952), sem deixar de mencionar as diversas sinfonias e suítes.
4. Ponderações sobre a Obra de Prokofiev
4.a. O Poema Sinfônico Peter and the Wolf
Pedro e o Lobo foi reproduzido várias vezes por teatros de bonecos e até pela Disney, versão esta que ficou conhecida mundialmente. Trata-se de uma inovação, onde a trilha sonora é interpretada pela cênica. Ocorre que normalmente, a trilha sonora serve de apoio emocional para a cênica, reforçando sentimentos de medo, carinho e suspense. Com Pedro e o Lobo, os instrumentos tornam-se os protagonistas, por exemplo, Pedro sendo interpretado pelo conjunto de cordas, e o pato por um oboé. O pássaro por uma flauta transversal.
As imagens apenas reforçam a idéia transmitida pelos instrumentos. Realmente, como estudante de música, fiquei bastante empolgado com a idéia. Ver as imagens e ouvir os instrumentos executarem, além de uma trilha sonora, uma verdadeira sonoplastia, foi revelador.
Pedro e o Lobo parte 1
Pedro e o Lobo parte 2
4.b. Ballet Romeu e Julieta
De tudo o que ouvi sobre Prokofiev, Dance of the Knights foi realmente o que mais me envolveu. Seu brilhantismo, sua seriedade, sobriedade em seus intervalos. A dança formada pelo tema em oitavas, fazendo por si só um ballet.
Pelo que percebi a música de Prokofiev é perfeita em si mesma, subsistindo sem a necessidade da cênica, mesmo quando criada para acompanhá-la.
Esta composição, “Dance of Knights” é digna de ser observada como ícone além de seu tempo, perdurando até os dias de hoje, pois ainda transmite, como de fato me transmitiu, toda a seriedade e beleza mórbida do Gótico atual. Digo atual, pois difere do movimento oitentista.
Acredito que assemelha-se á trilha sonora de Dracula de Bram Stocker filmado por Coppola, ou O Lobisomen, recente filme de horror gótico de Joe Johnston, onde mesmo com todos os efeitos especiais e imagens digitais, necessitam de trilhas sonoras como “Dance of the Knight” para se tornarem obras-primas.
Vídeo feito com cenas de O Barbeiro Demoníaco e a música Dance of the Knights de Prokofiev. Percebam o efeito da música nas cenas.
5. Bibliografia
Enciclopédia Barsa - Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.
Depois de mais de 20 anos estudando o violão e lecionando música á mais de 10 anos, eu me deparo com algo que me trouxe muito pesar. A banalização do estudo da música.
Que a música neste país tupiniquim está banalizada, isto já sabemos á tempos. Na verdade, o instrumental brasileiro deixa á desejar, com raros casos encontrados na mpb elitista como Tom Jobim e Djavan.
O brasileiro, por um fator cultural se preocupou sempre com a letra, esquecendo-se do instrumental.
E então o terror se instalou na minha mente quando vi os "estudantes" de violão dizerem: "oras, eu quero aprender violão popular porque não gosto de teoria musical"... ai penso, e de onde esses malucos inventaram que violão popular não necessita do estudo de teoria musical???
Daí, descobri o pior! De seus professores.
Alguns pseudo-professores, sofistas da música, arrumaram de inventar o ensino de um instrumento sem a teoria musical.
Saem por aí ensinando um curso de violão popular sem a teoria musical, e o aluno sai memorizando acorde por acorde, dizendo ensinar cifras.
Passam centenas de escalas.
De um lado temos um aluno que não quer aprender música de verdade. Preocupando-se mais em tocar um Raul do que de saber o que está fazendo.
Deveria existir um movimento "Toque Raul Conciente".
De outro lado professores mais interessados com a grana do que com o ensino da música, ou pior, nada sabem e ficam iludindo seus alunos prendendo seu desenvolvimento numa densa arredoma de imensa escuridão.
Inventando um curso de música sem teoria musical. Criando apenas copiadores de cifras e tablaturas.
Eu fico indignado! O violonista apresenta uma música quqlquer sem ter a mínima idéia do que está fazendo. E perguntamos ao infeliz: que acorde é este? E ele diz: um Lá Menor com Sétima Aumentada. E perguntamos: por que? Aí o violonista: Não sei!
É isto que você quer para você? Então, prefiro ficar com os alunos realmente interessados em aprender violão! Seja popular ou erudito! Pode ser pra tocar parabéns pra você e atirei o pau no gato, desde que saiba o que é um dó, um lá e porque diabos está apertando a corda naquela casa.
Tanto popular quanto erudito, é apenas uma opção do violonista. Contudo, a teoria e as técnicas são as mesmas. Qualquer aula que difere disto será uma enganação!
E eu pego no conservatório guitarristas e violonistas com mais de um ano de aula sem conhecer uma mera nota na guitarra...
J.S Bach nasceu em 21 de março de 1685 e morreu em 28 de julho de 1750. Pai de vinte filhos sendo sete do primeiro casamento e treze do segundo, Bach foi um grande organista do tempo barroco, quando pequeno pegava as partituras de seu irmão para estuda-las e aos 18 anos ja manejava um orgão de maneira perfeita. Era um mestre na arte da fuga, do contraponto e da música coral. Fez grandes obras muitas delas para a igreja, uma de suas importantes obras "A Arte da Fuga" que consiste de 14 fugas acredita-se que ela tenha sido feita como exemplo das técnicas de contra ponto. Embora esta obra esteja inacabada devido sua morte. Três de seus filhos também se tornaram compositores e organistas. Foram Wilhelm Friedemann Bach, Carl Philipp Emanuel Bach ( o mais talentoso deles) e Johann Christian Bach. Infelizmente por poblemas em sua vida social e ecônomica, Wilhelm Friedemann Bach, traiu a confiança de seu pai ( mesmo já morto) e vendeu muitas obras de J.S Bach, perdendo-se assim para sempre algumas criações desse talentoso músico. Mas graças ao seu filho Carl Philipp Emanuel Bach que se não houvesse cuidado e guardado o mundo talvez não haveria conhecido J.S Bach. Infelizmente Bach teve pouco reconhecimento em vida, chegando até ser reconhecido como antiquado e sem criatividade. Algumas obras de J.S Bach para apreciar:
O Cravo Bem Têmperado
A Arte da Fuga
A Paixão Segundo São Mateus
A Paixão Segundo João Paulo
Contribuição de: Etherys MorganDeath
_______________ Estudante de Teclado no Centro de Aperfeiçoamento Musical Simphonya.