terça-feira, 8 de março de 2011

SERGEI SERGEIEVITCH PROKOFIEV

  1. Biografia de Sergei Prokofiev

Nascido em 23 de abril de 1891, em Moscou, Sergei foi um prodígio na música. Aos 14 anos já havia escrito 4 óperas e com posto peças para piano e orquestra. E São Petersburgo, sob a orientação de Rimski-Korsakov e Tcherepnin. Com a revolução, Prokofiev exilou-se no exterior por vários anos, o que foi bom de certo modo, pois ele pôde ter contato com cineastra Eisenstein, o qual criou diversas peças para seus filmes, dentre os quais, se destacam Ivã, O Terrível e Alexander Newsky.

Quando Sergei retorna á URSS, já havia uma alteração política sem igual. O novo sistema exigia uma comunicação maior entre o artista e o público, fazendo com que a obra de Prokofiev exiba um tom muito mais popular e acessível.

Sergei Prokofiev faleceu em 1953 faleceu vítima de uma hemorragia cerebral o que fez com que várias de suas obras ficassem inacabadas. Fato curioso é que Sergei faleceu no mesmo dia e hora de Stalin. Isto fez com que, por três dias, o povo chorasse sua morte na Praça Vermelha, o que impedia o corpo de Sergei de deixar o velório. Ainda, seu túmulo teve de ser ornado por flores artificiais já que todas estavam á disposição de Stalin. Nem um recital musical foi possível em seu velório,s endo tocada a marcha fúnebre de Romeu e Julieta em um velho toca-fitas. Existe uma lenda que conta sobre o velório de Prokofiev, que o toca-fitas apresentou defeito bem no meio da execução da marcha fúnebre terminando-a bruscamente num zunido.

O fato de Prokofiev ter falecido no mesmo dia e hora de Stalin fez com que sua morte ficasse despercebida, sendo noticiado dias depois apenas pelo jornal “A Voz da América”.

Prokofiev

























  1. Nacionalismo Russo x Neoclassicismo

Naquela época, onde haviam Stravinsky e Tchaikovsky, o Nacionalismo Russo estava á todo vapor. O Estado encomendava peças aos compositores, e a música russa era encorpada e cheia de emoção e movimento.

Mas Prokofiev ia um tanto contra esta tendência. O Neoclassicismo estava inundando o mundo como ocorria também com o Neobarroco, tudo isto fazendo parte da modernidade vivida em todos os âmbitos da arte.

Prokofieve, segundo diversos autores, buscou no neoclassicismo a inspiração de sua obra, não deixando de lado o Nacionalismo Russo, pelo menos enquanto residia em Moscou. Mas com sua saída para o exterior, aproveitou o Neoclassicismo e trouxe para si a modernidade da época. Vejamos que o Neoclassicismo buscava novamente, como o fez o classicismo, inspiração na cultura greco-romana da antiguidade. Contudo, busca uma linguagem mais simples, o que produziu músicas mais acessíveis ao público não especializado. Foi a faze mais popular de Prokofiev, que também foi a maior influência em sua produção musical.


  1. A Obra de Prokofiev

A produção artística de Prokofiev foi marcada pelo seu aspecto revolucionário. Do mesmo modo que o jovem Prokofieve se metia em manifestações revolucionárias em plena Rússia, o compositor Prokofieve repentinamente se vê envolto com o neoclassicismo e com produção de trilhas sonoras para os filmes de Einsenstein.

Toda esta riqueza fez com que a obra de Prokofieve fosse do Nacionalismo Russo ao Neoclassicismo, e do humor á seriedade. Da Ópera ao poema infantil.

Destacam-se os balés Romeu e Julieta (1938) e Cinderela (1945), a Ópera Guerra e Paz (1941-1952), sem deixar de mencionar as diversas sinfonias e suítes.



4. Ponderações sobre a Obra de Prokofiev 
 
    4.a. O Poema Sinfônico Peter and the Wolf

Pedro e o Lobo foi reproduzido várias vezes por teatros de bonecos e até pela Disney, versão esta que ficou conhecida mundialmente. Trata-se de uma inovação, onde a trilha sonora é interpretada pela cênica. Ocorre que normalmente, a trilha sonora serve de apoio emocional para a cênica, reforçando sentimentos de medo, carinho e suspense. Com Pedro e o Lobo, os instrumentos tornam-se os protagonistas, por exemplo, Pedro sendo interpretado pelo conjunto de cordas, e o pato por um oboé. O pássaro por uma flauta transversal.

As imagens apenas reforçam a idéia transmitida pelos instrumentos. Realmente, como estudante de música, fiquei bastante empolgado com a idéia. Ver as imagens e ouvir os instrumentos executarem, além de uma trilha sonora, uma verdadeira sonoplastia, foi revelador.

Pedro e o Lobo parte 1


Pedro e o Lobo parte 2



4.b. Ballet Romeu e Julieta

De tudo o que ouvi sobre Prokofiev, Dance of the Knights foi realmente o que mais me envolveu. Seu brilhantismo, sua seriedade, sobriedade em seus intervalos. A dança formada pelo tema em oitavas, fazendo por si só um ballet.
Pelo que percebi a música de Prokofiev é perfeita em si mesma, subsistindo sem a necessidade da cênica, mesmo quando criada para acompanhá-la.

Esta composição, “Dance of Knights” é digna de ser observada como ícone além de seu tempo, perdurando até os dias de hoje, pois ainda transmite, como de fato me transmitiu, toda a seriedade e beleza mórbida do Gótico atual. Digo atual, pois difere do movimento oitentista.

Acredito que assemelha-se á trilha sonora de Dracula de Bram Stocker filmado por Coppola, ou O Lobisomen, recente filme de horror gótico de Joe Johnston, onde mesmo com todos os efeitos especiais e imagens digitais, necessitam de trilhas sonoras como “Dance of the Knight” para se tornarem obras-primas.



Vídeo feito com cenas de O Barbeiro Demoníaco e a música Dance of the Knights de Prokofiev. Percebam o efeito da música nas cenas.




    5. Bibliografia
Enciclopédia Barsa - Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

Grande Enciclopédia Larousse Cultural


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