segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Versatilidade do Verdadeiro Músico

Ao contrário do que pensavam os músicos antigamente, sobre especialidade do músico, onde quem estava dentro de um estilo deveria não se envolver fora dele está ultrapassada á tempos.

Em um mundo globalizado de hoje, com a história dos freelancers (eu mesmo já fui um desses), o músico deve estar habituado com as diversas vertentes da música, que pasmem, é uma só.

Podemos ver hoje o guitarrista tocando rock nacional e então ele vai tocar em casamentos no final de semana algo de Elton Jhon. E para se divertir, é membro de uma banda de heavy metal. Contudo, quando está lecionando, precisa conhecer o som do Chimbinha para passar á um aluno fanático.

Me lembro de quantas vezes, eu, todo metaleiro, toquei em conjuntos de pagode, e claro, isto me deu muito dinheiro na década passada.

Um exemplo de versatilidade são os músicos da Banda Épica. Acho melhor postar os vídeos porque uma imagem vale mais do que mil palavras. Uma imagem com música então...rs.

Épica - Cry For The Moon



Épica - Memory (cover)

Mas é disto que eu estou falando. Versatilidade. Audácia. Um pouco de imaginação, e porque não estar demonstrando que se conhece música em vez de conhecer apenas estilos.

Sem falar na riqueza de novas inspirações para compor.




2 comentários:

  1. É uma pena que o Brasil ainda não tenha desenvolvido a cultura de produzir e freqüentar musicais. Musicas como o exemplo do seu post (Memory, que é do musical Cats)no dão um vislumbre do que a capacidade criativa dos músicos brasileiros não poderia produzir se possuíssemos musicais brasileiros (na verdade eles até existem, mas são raros). E é claro que o musical por si só já vale como exemplo da diversidade musical necessária a formação de um bom músico, pois para produzi-lo é necessário esquecer seu ego de compositor e fazer a música se encaixar naquilo que o diretor da peça deseja, sem contar a óbvia necessidade de adequação ao enredo, que se torna um desafio a criatividade musical.

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  2. O Brasil tem uma cultura riquíssima o que renderia belos musicais. Mas o músico brasileiro é aquele que quer ficar rico, entende? Não aquele que é músico por paixão. Darius Milhaud veio para o Brasil e percebeu algo que os próprios brasileiros não percebem!
    Agora, acho que de tudo o que foi dito, o compositor brasileiro vencer seu ego será a etapa mais difícil com certeza.
    Obrigado pelo comentário e apareça mais vezes!

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